https://storage.googleapis.com/movimento_circular/strapi-v4/esaa_034f81af30/esaa_034f81af30.png

06/05/2026

A primeira maçã: o desperdício de alimentos e a mudança climática

Por Marisol Del Toro

Pergunta séria para você: por quanto tempo você acha que a produção de alimentos no planeta será suficiente para continuarmos vivendo? Essa foi a questão que passou pela minha mente enquanto eu dava uma mordida em uma maçã e pensava em tudo o que precisou acontecer para que eu, uma simples mortal, pudesse provar aquele fruto doce e maduro.

Para que uma maçã chegue até a nossa mesa, uma série de etapas precisa acontecer: a coleta da semente, o plantio, a irrigação, a fertilização, o crescimento, a sobrevivência da árvore e do fruto diante de fenômenos naturais — e das mudanças climáticas —, a colheita, o transporte, as negociações comerciais, o manuseio até o destino final e, por fim, a chegada ao mercado para que alguém — não qualquer pessoa, mas quem tenha recursos — possa comprá-la e levá-la para casa.

Descrito assim, fica claro que consumir uma maçã ou qualquer alimento não é algo simples. Exige múltiplos recursos e o trabalho de muitas pessoas. Por isso, cada vez que esse alimento acaba no lixo — seja por amadurecer rápido demais ou por não ser consumido a tempo — todo esse esforço humano e natural é desperdiçado.

Entre os fatores que contribuem para a crise climática, o desperdício de alimentos ocupa o terceiro lugar. De acordo com a ONU, quase 1 bilhão de toneladas de alimentos (cerca de 17% do total disponível para consumidores no mundo) são descartadas todos os anos. A produção, o transporte e o descarte desses alimentos respondem por mais de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa. Se o desperdício fosse um país, seria o terceiro maior emissor do mundo.

Segundo estudos da WWF, grande parte da perda de biodiversidade está relacionada à produção de alimentos. O impacto inclui práticas agrícolas insustentáveis, expansão sobre áreas naturais, desmatamento e modelos de pesca e aquicultura não sustentáveis.

Embora essa questão envolva múltiplos atores, nunca foi tão urgente repensar nossos hábitos de consumo. Por isso, o Movimento Circular propõe três ações simples:

  1. Planeje e se organize: faça uma lista do que pretende cozinhar e compre apenas o necessário.
  2. Cozinhe e consuma em casa: priorize o que já tem antes de comprar mais.
  3. Revise o que você possui: verifique prazos, compartilhe excedentes e consuma com consciência.

Pequenas ações geram grandes mudanças. Escolher não desperdiçar é um passo essencial.

Talvez valha a reflexão: se, no imaginário, Eva tivesse desperdiçado a primeira maçã antes de mordê-la, a humanidade sequer existiria.


_41A0154.jpg

 *Profª Marisol Del Toro é embaixadora do Movimento Circular no México. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Vasco de Quiroga, mestre em Desenvolvimento Humano pela Universidade La Salle Morelia e doutoranda em Educação pela Universidade Contemporânea das Américas, com investigação em curso. Foi professora no ensino secundário e universitário durante 17 anos e é examinadora da Organização Internacional Baccalaureate, cujo programa educativo é ministrado em mais de cinco mil escolas em todo o mundo.

*Este texto foi traduzido automaticamente com a ajuda de inteligência artificial e revisado. Ainda assim, podem ocorrer pequenas diferenças em relação à versão original em espanhol.

Gostou? Compartilhe!
Muti completo
Fale conosco
Movimento Circular logo

Contato

contato@movimentocircular.io

Assine a newsletter

Movimento Circular

Somos o Movimento que envolve cada vez mais pessoas em um mundo cada vez mais Circular. Associe-se

As ações, opiniões e condutas dos parceiros do Movimento Circular não refletem, necessariamente, os valores da iniciativa.

Usamos cookies

São usados para melhorar sua experiência. Ao fechar este banner ou continuar na página, você concorda com o uso de cookies. Veja a política de cookies