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16/04/2026

Circularidade que funciona: decisões, colaboração e escala para transformar resíduos em valor

*Por Jonyane Araujo

Falar de circularidade é cada vez mais comum. Fazer a circularidade acontecer, de forma consistente e em escala, ainda é um dos maiores desafios da nossa indústria. Transformar resíduos em novos produtos exige mais do que intenção: exige decisões técnicas, colaboração entre diferentes elos da cadeia e um olhar pragmático sobre o uso dos materiais.

Na Dow, aprendemos que a circularidade só avança quando sai do campo conceitual e entra na prática. Isso significa lidar com limitações reais — de infraestrutura, qualidade de resíduos, viabilidade econômica — e, ao mesmo tempo, trabalhar de forma colaborativa para superá-las.

Circularidade é uma escolha de sistema, não uma ação isolada

Um erro comum é tratar a reciclagem como uma solução desconectada do restante da cadeia. Na prática, ela depende de decisões tomadas muito antes do descarte. Materiais desenhados sem considerar o seu fim de vida tendem a se perder no sistema. Por outro lado, escolhas mais inteligentes desde o design podem ampliar significativamente o potencial de circularidade.

Por isso, a Dow atua junto a clientes, transformadores e parceiros para promover soluções que equilibrem desempenho, segurança e compatibilidade com sistemas de reciclagem. Circularidade, para nós, não é um atributo isolado, mas uma característica integrada ao desenvolvimento de produtos e aplicações.

Colaboração ao longo da cadeia: da intenção à execução

Nenhuma empresa consegue fechar o ciclo sozinha. A experiência mostra que iniciativas fragmentadas têm impacto limitado. Avançar em circularidade exige colaboração entre quem projeta, produz, coleta, recicla e reinsere materiais no mercado.

Nos últimos anos, temos fortalecido parcerias com recicladores, gestores de resíduos, marcas e iniciativas setoriais para criar conexões mais eficientes ao longo da cadeia. Essas colaborações permitem testar soluções, aprender rapidamente e ajustar rotas — um processo essencial para ganhar escala e consistência.

REVOLOOP™: quando a circularidade chega ao mercado

A incorporação de plástico reciclado em novas aplicações é um dos caminhos mais diretos para manter materiais em uso e gerar valor a partir de resíduos. A linha de resinas REVOLOOP™ reflete esse esforço ao oferecer soluções com conteúdo reciclado pós-consumo, pensadas para atender às exigências técnicas e comerciais do mercado.

Mais do que uma resposta à demanda por materiais circulares, REVOLOOP™ representa um aprendizado contínuo: qualidade, disponibilidade e desempenho são desafios reais, que só podem ser enfrentados com transparência, inovação e colaboração ao longo da cadeia. Circularidade viável é aquela que funciona no mundo real.

A reciclagem como agenda permanente

Datas comemorativas ajudam a dar visibilidade ao tema, mas a reciclagem precisa ser tratada como uma agenda contínua. Os desafios são estruturais e exigem comprometimento de longo prazo, investimentos em infraestrutura e evolução constante dos sistemas existentes.

Na Dow, encaramos a circularidade como um processo em construção. Isso envolve testar soluções, reconhecer limites, aprender com parceiros e ajustar estratégias conforme o sistema evolui. Avançar de forma responsável é tão importante quanto avançar rápido.

O próximo passo da circularidade

Transformar resíduos em novos produtos não é apenas uma resposta ambiental — é uma oportunidade de inovação, eficiência e geração de valor compartilhado. Mas isso só acontece quando há decisões conscientes, colaboração real e foco em soluções aplicáveis.

Seguiremos colaborando com iniciativas como o Movimento Circular para acelerar a transição para modelos mais circulares, conectando ambição com execução. Porque a circularidade que gera impacto é aquela que funciona para toda a cadeia.


* Com trajetória na Dow desde 2011, Jonyane Araújo iniciou sua carreira em Finanças e posteriormente atuou em Compras, com foco em eficiência, inovação e sustentabilidade. Desde 2024, integra o negócio de Embalagens e Plásticos de Especialidades como Gerente Sênior de Sustentabilidade, liderando a estratégia de circularidade de plásticos no Brasil, atuando como SME regional de Carbono e como elo com Relações Governamentais na América Latina.


 

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